Nesta quinta-feira, 6 de agosto, uma cidade inteira se uniu em torno de uma causa: o enfrentamento à violência contra a mulher. A abertura da campanha Agosto Lilás – Areia por Elas reuniu representantes do Poder Judiciário, instituições da rede de proteção, estudantes e a população em um momento de conscientização, diálogo e fortalecimento das ações voltadas à prevenção e ao combate à violência de gênero.
Realizada no auditório do Colégio Santa Rita, a programação teve início com uma audiência pública sobre a efetividade das medidas protetivas de urgência e os desafios de acesso à rede de proteção às mulheres em situação de violência. O evento também contou com apresentações culturais de estudantes da cidade, que emocionaram o público ao encenar situações de violência doméstica e interpretar músicas voltadas à reflexão sobre o tema.
Durante a solenidade, o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, destacou que o combate à violência doméstica exige a participação de toda a sociedade. Ele agradeceu o apoio da prefeitura de Areia, das instituições parceiras e da população, ressaltando que o Tribunal de Justiça tem ampliado investimentos em políticas voltadas à proteção das mulheres.
“O combate à violência contra a mulher é uma das prioridades do Poder Judiciário. Temos investido cada vez mais em ações voltadas a essa temática porque sabemos que enfrentar esse problema significa promover mais segurança e qualidade de vida para toda a sociedade paraibana. Convido cada cidadão e cada cidadã a abraçar essa causa e fortalecer essa rede de proteção”, afirmou o presidente.
Idealizadora da iniciativa, a diretora do Fórum da Comarca de Areia, juíza Alessandra Varandas Paiva Madruga de Oliveira Lima, explicou que a campanha nasceu da compreensão de que o enfrentamento à violência doméstica não pode se limitar aos processos judiciais.
“A violência doméstica não é enfrentada apenas por um órgão. Ela precisa ser combatida por toda a sociedade. Percebemos que não bastava atuar apenas quando o processo chegava ao Judiciário. Nosso objetivo é evitar que essa violência aconteça, investindo na informação, na conscientização e no fortalecimento da rede de proteção”, ressaltou.
