A primeira-dama do Estado, Camila Mariz, acompanhou os artesãos paraibanos no primeiro dia de exposição na Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que foi aberta nesta quarta-feira (8), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. A participação da Paraíba na feira ocorre menos de uma semana depois do encerramento do 42° Salão do Artesanato, no sábado (4), em Campina Grande, com homenagem às bonequeiras. O evento bateu um recorde de vendas — com mais de R$ 3,6 milhões comercializados.
A 26ª edição da Fenearte tem como tema “Seleiros de Pernambuco — Ofício que transforma”, uma homenagem aos artesãos e artesãs que têm no couro a matéria-prima para a confecção de peças que servem de abrigo, proteção e ornamento. São mais de 5 mil expositores do Brasil e de outros países, expondo em 700 estandes até o próximo dia 19 — o estande da Paraíba fica na Rua 7.
Na ocasião, Camila Mariz, que também é presidente de Honra do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), destacou a importância de mais este momento para o segmento. “É uma alegria ver que, depois do sucesso do 42° Salão do Artesanato Paraibano, em Campina Grande, a Paraíba marca presença mais uma vez aqui na Fenearte, a maior feira de artesanato da América Latina. Sem dúvidas, uma grande oportunidade de bons negócios e de divulgação ainda mais da riqueza artesanal do nosso Estado”, celebrou.
A gestora do PAP, Marielza Rodriguez, disse que a Fenearte também é um momento de troca de experiência. “Menos de uma semana depois do Salão do Artesanato, seis artesãos paraibanos, que foram selecionados por edital de chamamento público, estão participando dessa grande vitrine, que é a Fenearte. Uma grande oportunidade para todos nós, técnicos, buscarmos inspiração já pensando no 43° Salão do Artesanato Paraibano, que será realizado em janeiro, em João Pessoa”, completou.
Participação paraibana — A Paraíba marca presença na 26ª Fenearte com seis artesãos: Valéria Antunes (João Pessoa; acessórios em crochê e metal); Alysson Gonçalves (São João do Cariri; madeira); Fabiano Quaresma (João Pessoa; madeira); Gilma Oliveira (Caaporã; fibras); Jô do Osso (Cabedelo; osso); e Ana Paula Régis (Araçagi; cerâmica).
No último sábado, Alysson Gonçalves estava em Campina Grande, participando do Salão do Artesanato. Emendar uma feira na outra é sinônimo de boas expectativas. “O Salão do Artesanato de Campina foi o melhor de todos que eu participei. Por isso, chego com muitas expectativas para participar da Fenearte, não só pelas vendas, mas também pela oportunidade de ampliar a minha rede de contatos e também divulgar ainda mais o meu trabalho”, disse.
De Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, Gilma Pitancó também traz boas expectativas e uma produção com peças artesanais em fibras para a Fenearte. “Fazia três anos que eu não participava da Fenearte. E agora chego confiante em boas vendas e também encomendas. A Fenearte sempre foi muito boa, tanto em vendas quanto em divulgação. As expectativas são as melhores possíveis”, acrescentou.
Dadá Venceslau concorre mais uma vez à premiação da Galeria Ana Holanda, que reúne um conjunto de peças enviadas por artistas de todo o País. Ano passado, ele conquistou o primeiro lugar e este ano espera novamente esse feito com a peça “Armoriarte”, que homenageia o movimento Armorial e o carnaval pernambucano, com o Galo da Madrugada. “É uma alegria estar expondo essa peça que foi inspirada no movimento Armorial e também no carnaval pernambucano. Que venha o primeiro lugar de novo”, completou.
O horário de visitação da Fenearte é de segunda a sexta-feira, das 14h às 22h; e sábados e domingos, das 10h às 22h, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.
