Um caso, dos mais emblemáticos, ocorrido no município de Patos: o assassinato do radialista paraplégico, Paulo Porto, e da empresária Alba Liene, ocorrido há 34 anos e que até os dias atuais constitui grande mistério, é a base do livro “Porto Morto”, de autoria do jornalista e historiador Damião Lucena, contemporâneo das vítimas nos âmbitos profissional e escolar, respectivamente. A dupla desapareceu em 7 de dezembro de 1992, com os corpos sendo localizados no dia seguinte, feriado municipal de Nossa Senhora da Conceição, amordaçados, com mãos e pés atados, apresentando marcas de violência provocada a golpes de pedras e paus. A partir da identificação da tragédia, o surgimento das especulações em várias frentes: Crime passional? Crime político? Acerto de contas?
No transcurso da investigação, um festival de indefinições, a partir do Inquérito Policial, com a designação de um delegado especial proveniente de Campina Grande, concluindo que a execução teria sido promovida por policiais, tendo como mandante um irmão de uma das vítimas, o que não foi aceito pela Justiça, fato que causou a solicitação de um delegado da Polícia Federal para novas apurações, resultando na prisão da suplente beneficiada com a morte de Paulo, que havia sido eleito vereador, devendo assumir o cargo em 23 dias, a qual permaneceria em cárcere por cerca de dois anos, juntamente com um dos seus irmãos, até serem julgados e absolvidos, com júri desaforado para João Pessoa e embate entre dois deputados que figuraram com defesa e assistência de acusação: João Estrela e Gilvan Freire.
O projeto editorial foi escrito ao longo de quase 34 anos e, com relação à impressão, foi contemplado em edital da PNAB – Política Nacional Aldir Blanc, lançado pela Secretaria Municipal de Cultura. A primeira tiragem contará com apenas 500 exemplares, que serão comercializados ao preço popular unitário de R$ 35 (trinta e cinco reais). Para garantir a aquisição, o interessado deverá fazer a transferência do valor correspondente via Pix, cuja chave é: damiaolucena@gmail.com, o que garantirá o recebimento ainda no mês de outubro, em pontos a serem definidos nas cidades de Patos e João Pessoa.
Além de todo o detalhamento do processo, que possui cerca de 5 mil páginas, incluindo as duas fases do inquérito policial, o livro Porto Morto traz referências à vida das vítimas e aos trechos escritos por Paulo Porto, com vistas a uma publicação sobre a paralisia infantil que o atingiu aos nove meses de vida. Um dos lançamentos já definidos, acontecerá na OAB – Subseção Patos – na noite de 30 de outubro de 2026.
Maiores informações, incluindo despacho de exemplares para o Brasil e outros países, podem ser solicitadas ao autor, por meio do telefone (ZAP) (83) 98140-1462.
