Empreendedorismo e educação financeira podem ganhar novos significados quando ultrapassam a sala de aula e dialogam diretamente com as necessidades da comunidade. É essa a proposta do Empreende Mais, projeto desenvolvido pela Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. Em sua nona edição, a iniciativa já alcançou mais de 500 pessoas e aproxima estudantes de situações reais relacionadas à gestão, à organização financeira e à geração de renda.
Coordenado pela professora de Ciências Contábeis, Camila Arruda, o projeto busca desenvolver nos universitários habilidades e atitudes relacionadas ao suporte a empreendedores e ao estímulo à autonomia financeira, ao mesmo tempo em que leva esses conhecimentos a diferentes territórios. Na edição 2026.1, aproximadamente 35 alunos participaram das atividades em espaços parceiros.
Antes de chegar às comunidades, os futuros profissionais passam por uma etapa de capacitação conduzida pela coordenação. A preparação aborda os conteúdos e as metodologias que serão utilizados nas oficinas, entre eles Modelagem de Negócios, com aplicação do Business Model Canvas, e Educação Financeira. Em seguida, os grupos vão a campo e conduzem as dinâmicas de acordo com o perfil de cada público.
As oficinas podem ser realizadas em ONGs, escolas, casas de apoio, comunidades, instituições sociais e outros espaços parceiros. A escolha dos locais considera, principalmente, a existência de uma demanda concreta ou de interesse pela temática, além da possibilidade de estabelecer uma parceria e do potencial de contribuição da atividade para aquela turma.
Também são avaliados fatores como vulnerabilidade social, acessibilidade e condições para a realização das programações. O objetivo, segundo Camila, é evitar uma atuação baseada apenas na disponibilidade de um espaço e priorizar territórios nos quais o conteúdo trabalhado possa responder a uma necessidade identificada.
Durante as ações, os estudantes atuam como multiplicadores de conhecimento, apresentando conteúdos, conduzindo atividades práticas e estimulando a participação dos beneficiários. Dependendo do público, eles podem auxiliar na construção de ideias de negócios, na organização das finanças pessoais e na reflexão sobre possibilidades de geração de renda.
“Quando nossos estudantes saem da sala de aula e chegam aos territórios, eles percebem que o conhecimento só ganha verdadeiro sentido quando consegue dialogar com a realidade das pessoas. Ao mesmo tempo em que ensinamos sobre empreendedorismo, educação financeira e gestão, também aprendemos com cada comunidade, com suas histórias, seus desafios e suas potencialidades. É uma via de mão dupla”, afirma Camila.
