Durante o Agosto Dourado, mês dedicado à promoção, à proteção e ao apoio ao aleitamento materno, uma dúvida comum entre as mães merece atenção: quem está amamentando pode tomar vacina? De modo geral, a resposta é sim. A amamentação, por si só, não impede a vacinação da mulher, mas a indicação deve considerar o tipo de imunizante, a idade do bebê e as condições de saúde da mãe, sempre de acordo com as recomendações do calendário vacinal e a orientação de um profissional de saúde.
Mayara Evangelista é coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. Ela explica que a mulher que está amamentando deve ter sua situação vacinal avaliada também no período pós-parto.
“A amamentação não impede a vacinação da mulher. Pelo contrário, manter a mãe protegida é uma medida importante de cuidado com toda a família. O que precisa ser observado é qual vacina será administrada e em que circunstância, porque existem recomendações específicas para alguns imunizantes”, orienta.
Entre as vacinas indicadas para diferentes situações ao longo da vida estão aquelas contra influenza, Covid-19, hepatite B, tétano e difteria, entre outras, conforme o histórico vacinal e o estado de saúde de cada pessoa. O Calendário Nacional de Vacinação de 2026 organiza as recomendações de acordo com as diferentes fases da vida e os grupos específicos.
Um dos exemplos que exige cautela especial das lactantes é a vacina contra a febre amarela. Nesses casos, a orientação é buscar avaliação da equipe de saúde para verificar se o imunizante é indicado naquele momento, considerando as circunstâncias individuais da mãe e do bebê.
A vacinação não termina na infância
E o cuidado com a vacinação não termina quando o bebê cresce. Ao longo da vida, diferentes vacinas ajudam a reduzir o risco de doenças, complicações, hospitalizações e mortes, além de contribuírem para diminuir a circulação de agentes infecciosos na população. O Ministério da Saúde reconhece a vacinação como uma das principais estratégias de prevenção e proteção da saúde coletiva.
Algumas vacinas exigem mais de uma dose para completar o esquema de proteção e, em determinadas situações, são necessários reforços ao longo dos anos.
“A vacinação é um processo contínuo. A pessoa pode ter recebido todas as vacinas indicadas na infância e, ainda assim, precisar de doses posteriormente. Os reforços existem para manter ou ampliar a proteção de acordo com as características de cada imunizante e com as recomendações para cada fase da vida”, explica Mayara.
Para quem não sabe se está com a vacinação atualizada, a recomendação é levar a caderneta a uma unidade de saúde. Um profissional poderá avaliar as doses já registradas e indicar eventuais atualizações.
“Mais importante do que lembrar de cabeça quais vacinas já tomou é manter esse acompanhamento. Uma dose que parece sem importância hoje pode representar uma proteção importante diante de uma exposição futura. Vacinar-se é uma forma de cuidado que produz efeitos não apenas no presente, mas ao longo de toda a vida”, conclui a enfermeira.
