Enquanto João Pessoa celebra seus 441 anos de emancipação nesta quarta-feira (5), um projeto da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade para o Brasil: o Ecossistema Ânima, tem contribuído para registrar e preservar um dos maiores patrimônios da capital: a memória construída por seus moradores, tradições e espaços.
Mais do que identificar monumentos e edificações do Centro Histórico, o “Cartografia Histórica, Cultural e Humana” da Agência Escola de Comunicação busca mapear as narrativas, as manifestações e os personagens que dão identidade à região. O objetivo é criar um acervo afetivo de conteúdos que retratem o patrimônio histórico, cultural e humano da cidade.
“Queremos mostrar que a riqueza desse território vai muito além dos prédios antigos. Ela está nas pessoas, nas comunidades, nas manifestações culturais e nas histórias que ajudam a construir a identidade de João Pessoa”, explica o professor e coordenador do projeto, Beto Pessoa.
O levantamento teve início no semestre passado e foi renovado para este período letivo, ampliando as atividades de campo e a produção de materiais multimídia. Na primeira etapa, estudantes de Jornalismo e Publicidade e Propaganda percorreram diferentes pontos, entrevistaram moradores da comunidade Porto do Capim, visitaram igrejas e espaços históricos e acompanharam o ensaio de uma tradicional quadrilha junina no bairro do Roger, referência da cultura popular paraibana. Neste semestre, o trabalho continua com novas visitas, entrevistas e registros em outros locais que ajudam a contar a história da capital.
Para Beto, a iniciativa representa um importante diferencial na formação acadêmica ao aproximar os alunos da população, possibilitando que vivenciem a prática profissional enquanto desenvolvem um olhar mais sensível.
“A extensão universitária permite que os estudantes aprendam fazendo. Ao sair da sala de aula para ouvir moradores, registrar manifestações culturais e conhecer a história dos lugares, eles compreendem o papel social da comunicação e contribuem para preservar a memória coletiva da cidade. É uma formação técnica, mas também humana e cidadã”, destaca.
De acordo com a estudante do 4º período de Jornalismo da FPB, Luanna Oliveira, a proposta tem agregado bastante. “Participar desse projeto de extensão tem sido uma experiência muito enriquecedora porque nos aproxima da história e da identidade do Centro Histórico de João Pessoa. Muitas pessoas moram aqui há anos e ainda não conhecem a importância desse patrimônio para a nossa cultura e memória. O projeto nos faz enxergar esse espaço com outros olhos, ao mesmo tempo em que contribui para dar voz à população, preservar a identidade do Centro Histórico e fortalecer o sentimento de pertencimento e a valorização do que é nosso”, avalia.
Além da produção de reportagens, fotografias e conteúdos para plataformas digitais, o projeto passa a contar com um podcast produzido no Laboratório de Comunicação da FPB. Após a realização de um episódio piloto, a ideia é manter o programa ao longo de todo o semestre, ampliando os espaços de divulgação.
Arquitetura e Urbanismo
Do ponto de vista da Arquitetura e do Urbanismo, preservar o patrimônio vai além da conservação de edificações: significa proteger a identidade urbana, a cultura e as relações construídas ao longo dos anos. Nesse sentido, o professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da FPB, Tarcyzio José, acredita que o “Cartografia Histórica, Cultural e Humana” reforça a importância da universidade como agente de preservação da memória.
