Embora ainda seja comum a resistência masculina em buscar serviços de saúde, especialistas alertam que esse comportamento pode resultar em diagnóstico tardio de doenças que poderiam ser identificadas e tratadas precocemente. Em alusão ao Dia do Homem, celebrado nesta quarta-feira, 15 de julho, o tema reforça a importância da prevenção e do autocuidado.
Dados do Ministério da Saúde (MS) apontam que os homens vivem, em média, 7,1 anos a menos do que as mulheres e apresentam risco de mortalidade entre 40% e 50% maior para doenças crônicas não transmissíveis, especialmente doenças cardiovasculares e respiratórias. O órgão também revela que a população masculina procura menos os serviços de atenção primária e costuma buscar atendimento quando o quadro de saúde já está mais agravado.
Segundo Laís Couto, coordenadora do curso de Biomedicina da Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), integrante da Ânima Educação, o maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, fatores culturais ainda influenciam essa relutância ao cuidado com a saúde.
“Muitos homens procuram atendimento apenas quando apresentam sintomas ou quando a doença já impacta a rotina. O problema é que diversas condições evoluem de forma silenciosa, o que pode atrasar o diagnóstico e limitar as possibilidades de tratamento”, explica.
Hipertensão, diabetes, alterações no colesterol e problemas cardiovasculares são exemplos de quadros que podem se desenvolver sem sinais evidentes nas fases iniciais, reforçando a importância dos exames preventivos.
De acordo com a especialista, os exames laboratoriais são ferramentas essenciais para identificar disfunções precoces e prevenir complicações. Ela destaca que o check-up regular contribui para um acompanhamento mais eficaz da saúde.
Couto relembra ainda que hábitos de vida saudáveis têm papel fundamental na prevenção de enfermidades, incluindo alimentação equilibrada, prática de atividades físicas, sono adequado e redução do consumo de álcool e tabaco.
Dentro desse contexto, a prevenção deve ser encarada como parte da rotina. “Cuidar da saúde é um ato de responsabilidade e de preservação da qualidade de vida. Quanto mais cedo o cuidado se torna um hábito, maiores são as chances de bem-estar a longo prazo”, conclui a educadora da FPB.
