A imprensa local transformou em grande estardalhaço um fato que, na essência, é simples e corriqueiro: um ato administrativo envolvendo a capitã Rebeca. O que deveria ser tratado com naturalidade ganhou contornos de polêmica porque atinge uma figura que vem utilizando o cargo de secretária executiva de Segurança Urbana e Cidadania de João Pessoa como plataforma de autopromoção.
O secretário João Almeida, responsável pelo ato administrativo, passou a ser alvo de críticas simplesmente por ter tomado uma decisão que alcança uma pessoa pública, conhecida por não esconder suas pretensões políticas. No entanto, é preciso inverter essa lógica. Não há nada de arbitrário ou perseguitório em um gestor público agir para preservar a finalidade institucional de um cargo.
Ao contrário do que se tenta insinuar, João Almeida não merece reprovação, mas reconhecimento. Sua atitude demonstra compromisso com o interesse público, ao impor limites claros entre a função administrativa e a promoção pessoal. Cargos públicos não podem e não devem ser usados como trampolim político ou instrumento de marketing individual.
Defender a impessoalidade, a legalidade e a ética na administração pública é obrigação de qualquer gestor responsável. O verdadeiro problema não está na decisão administrativa, mas na tentativa de transformar a gestão pública em palanque permanente.
