A Rádio Câmara JP (88,7MhZ) recebeu, na manhã desta quarta-feira (7), o diretor-executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Marcus Alves, para falar sobre as ações previstas para a área de cultura em 2026. Na entrevista, o diretor citou políticas públicas voltadas à cultura na Capital paraibana e iniciativas culturais desenvolvidas pela Gestão Municipal.
Sobre o planejamento e ações para a chegada do novo ano, Marcus expôs: “Acolhemos o ano de 2026 com força e muita energia. Será um ano muito intenso. Nosso planejamento, na Funjope, vem na perspectiva de instaurar o ano na sua completude. Começamos o ano com o Festival Forró Verão, já no segundo dia útil do ano; também no dia dois de janeiro, abrimos o edital para o Carnaval Tradição; no primeiro sábado, tivemos o Sabadinho Bom; e já instauramos edital para os blocos independentes do carnaval de João Pessoa. Para que eu faça algo no início de 2026, isso tem que ser planejado em 2025 e, evidentemente, isso tem que estar na peça orçamentária anual. Agora, a gente aguarda o início dos trabalhos do ano para a liberação financeira da peça orçamentária. Temos um ano muito positivo e já bem acelerado”.
O diretor falou sobre os benefícios das parcerias público-privadas para a realização de projetos e eventos, que têm sido um verdadeiro sucesso em João Pessoa. “Quando conseguimos uma parceria com empresas privadas para fomentar um evento nosso, isso dá uma vida a mais, é um investimento a mais para os recursos da Funjope. O Sabadinho Bom, por exemplo, é um evento social arqueológico. A cidade já se acostumou a se divertir e ouvir boa música na Praça Rio Branco. Se invisto R$ 120 mil ou R$ 150 mil anualmente nele e consigo um investimento privado em que se possa ativar marcas, evidentemente que ele vai melhorar ainda mais”, exemplificou. Ele afirmou que há projetos grandiosos já aprovados pela Lei Rouanet e editais da Lei Aldir Blanc, recursos que se somam ao orçamento que há em caixa. “No dia dois de janeiro, enquanto o país inteiro dormia, de ressaca, a Funjope já estava lançando editais”, acrescentou.
Ele exemplificou o potencial das parcerias com a realização do show do cantor Roberto Carlos, em 2025, na Orla do Busto de Tamandaré, como parte das celebrações dos 440 anos da cidade, e o Festival Forró Verão. “Fizemos isso em 2025 com o show de Roberto Carlos. Conseguimos R$ 12 milhões. Também estamos fazendo isso no Festival Forró Verão, cujo sucesso se deve à integração das secretarias para capacitar a cidade de João Pessoa a acolher esses eventos. Fomos atrás de pessoas que pudessem nos ajudar a captar recursos”, citou. Para Marcus, esse formato alivia e faz entregas ainda melhores à população pessoense.
Entre as novidades do ano vigente, o gestor destacou a inauguração da Cidade do Forró, no último dia seis: “É uma novidade que estamos apresentando dentro do projeto do Festival Forró Verão. A ideia surgiu numa conversa no gabinete do prefeito sobre o que fazer no verão. A Funjope já fazia eventos ali, mas queríamos algo que marcasse. Então, veio a sugestão do prefeito. Isso abriu um novo mercado de forró no Nordeste, porque acontece muito de os forrozeiros serem contratados apenas no período junino. A segunda edição foi mais um sucesso, o público abraçou o projeto. E agora, apresentamos o projeto agregado à cidade cenográfica, com espaços para gastronomia, artesanato e mais. Já no primeiro dia, estava tudo lotado. Isso é fruto dessa parceria público-privada que instauramos. A Funjope sozinha daria conta de fazer isso, mas comprometeria muito os recursos”.
Sobre o Centro Histórico de João Pessoa, o diretor da Funjope afirmou: “Nos últimos quatro anos, aconteceu um verdadeiro poema de ocupação em João Pessoa. A cidade acordou para o Centro Histórico, e não apenas o governo. Fizemos um trabalho intenso e João Pessoa redescobriu a potencialidade do Centro Histórico. A Funjope dá a sua contribuição, mas se a sociedade não acolher e não abraçar, não dá certo. Então, temos uma ocupação viva do Centro Histórico. Graças à política integrada da Prefeitura e do Estado, a gente dá conta de levar vida para o Centro Histórico”.
Para Marcus Alves, fica evidente que há eficiência e eficácia na aplicação dos recursos: “A gente investe energia e estrutura para que haja um diálogo permanente com a sociedade civil”.
A entrevista foi ao ar ao vivo pela Rádio Câmara FM e será reprisada nesta quinta-feira (8), às 7h30, e na sexta-feira (9), às 8h30, no Programa Revista 88. O conteúdo também será exibido na TV Câmara JP (canal 6.2) e ficará disponível no canal do YouTube da emissora (/tvcamarajp), além das plataformas de streaming Deezer e Spotify.
Rebeca Neto
