Kubitschek Pinheiro
Nos dias 23, 24 e 25 deste mês, tabeliães de Protesto de Títulos de todo o país estarão reunidos nos em Foz do Iguaçu, no Paraná, para a 22ª edição do Encontro Convergência. O encontro contará com a participação de autoridades dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, além de representantes dos setores financeiro, de crédito e cobrança, recuperação de ativos e de diferentes segmentos da economia relacionados à atividade de Protesto.
A Paraíba estará representada pelo presidente do Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil – IEPTB-PB, Germano Toscano, e pelos desembargadores Fred Coutinho, presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), e Leandro dos Santos, corregedor-geral de Justiça, além da juíza corregedora auxiliar Renata Câmara.
O Convergência foi criado pelo tabelião Germano Toscano, em 2003. A primeira edição aconteceu em João Pessoa, no Hotel Tambaú, e, ao longo dos anos, o encontro ganhou dimensão nacional, transformando-se em um dos principais fóruns de discussão sobre a atividade extrajudicial de Protesto de Títulos no Brasil.
Durante os três dias de programação, serão debatidos temas relacionados à prestação do serviço extrajudicial, incluindo questões jurídicas, segurança jurídica, crédito, inovação e as novas tecnologias aplicadas ao setor.
CENPROT e a nova infraestrutura do mercado financeiro
O tema central desta edição será “A CENPROT e a nova Infraestrutura de Mercado Financeiro”, considerado por Germano Toscano um marco para uma nova etapa do Protesto de Títulos no Brasil.
Segundo ele, a CENPROT deixa de ser percebida apenas como uma central de serviços eletrônicos e passa a desempenhar um papel estratégico na integração, organização e inteligência dos dados relacionados aos protestos.
“A importância está justamente em aproximar a atividade de Protesto do sistema financeiro, fortalecendo a recuperação de crédito, a segurança jurídica e a circulação de informações. É uma transformação que coloca os Cartórios de Protesto como importantes integrantes da moderna infraestrutura de crédito do País”, destacou Toscano.
Atendimento e humanização
Um dos primeiros painéis da programação, na quinta-feira (23), terá como tema “Protesto Experience: do Atendimento ao Encantamento”, conduzido por Aline Martins Brito, diretora executiva da Conceitus Gestão.
Para Germano Toscano, a proposta é promover uma mudança de perspectiva no relacionamento entre os Cartórios de Protesto e os cidadãos.
“O Protesto Experience nos convida a olhar para o cidadão não apenas como usuário de um serviço, mas como uma pessoa que merece ser acolhida. O desafio é transformar o atendimento, muitas vezes associado a uma situação de cobrança ou inadimplência, em uma experiência de respeito, atenção, empatia e confiança”, afirmou.
Ainda segundo Toscano, a ideia é ir além do simples ato de atender, buscando proporcionar uma experiência positiva, sem abrir mão da seriedade e da segurança jurídica que caracterizam a atividade.
“É sair do simples ‘atender’ para ‘encantar’, sem perder a seriedade e a segurança jurídica que caracterizam o Protesto. Isso é particularmente importante para os Cartórios de Protesto, porque coloca a tecnologia e a eficiência a serviço das pessoas, e não o contrário”, acrescentou.
Um fórum nacional
Na avaliação de Germano Toscano, o Convergência deixou há muito tempo de ser apenas um encontro de tabeliães de Protesto. Com o passar das edições, consolidou-se como um grande fórum nacional de debates sobre Justiça, crédito, segurança jurídica, tecnologia e inovação.
“A presença de ministros do Supremo Tribunal Federal, magistrados, autoridades dos Poderes Executivo e Legislativo e representantes do mercado demonstra a relevância que o Protesto alcançou no cenário institucional brasileiro”, ressaltou.
Para o presidente do IEPTB-PB, o encontro também representa uma oportunidade de discutir os caminhos da atividade diante das transformações tecnológicas e econômicas.
“É um encontro que olha para o futuro: preserva a segurança jurídica construída pelo Protesto, mas discute também como a atividade poderá contribuir para um Brasil mais eficiente, tecnológico e seguro na circulação do crédito”, concluiu.
