O ‘19º Tributo a Otacílio Batista – A Poesia Vive’ celebra a força e a permanência da cultura popular, ao homenagear a memória e a obra do repentista, escritor, produtor, pesquisador e intérprete musical Otacílio Batista, considerado um dos maiores nomes da cantoria de viola do Brasil. O evento reafirma o compromisso de manter viva a tradição da poesia improvisada, reunindo artistas, pesquisadores, jornalista, escritores, admiradores e, principalmente, a comunidade.
O Tributo será realizado no dia 28 de março, a partir das 19h30, Sindicato dos Bancários, em João Pessoa/PB, com entrada franca. Para esta já estão confirmados nomes como o cantor e compositor Tonfil; os cantadores de viola, Antônio Costa e Antônio Lisboa; a cantora e poeta Sílvia Patriota; Zé de Rosina e Convidados; os emboladores de coco Curió de Bela Rosa e Barra Mansa; o Coral Voz Ativa; e o declamador e poeta Raimundo Patriota.
“Será um prazer homenagear meu pai, ao lado dos artistas Cristiano Oliveira (violas), Beto Preah (bateria) e José Hilton (baixo), disse Zé de Rosina, um dos filhos do homenageado. Ainda dentro da programação do Tributo, também será lançado do livro ‘Resíduos Insólitos’, do poeta e escritor, Cleudon Chaves, e a exibição do curta-metragem ‘Evocação’, do jornalista e produtor cultural Fernando Patriota, organizador do evento.
Com o tema ‘A Poesia Vive’, a iniciativa reafirma que a arte de Otacílio Batista permanece atual, ecoando nos palcos, nas feiras, nas escolas e nos encontros de cantoria. A cada edição, o Tributo renova o compromisso de preservar a memória, fortalecer a cultura e manter acesa a chama da poesia popular brasileira.
Reconhecido por sua genialidade, sensibilidade e domínio da métrica, Otacílio Batista marcou gerações com sua capacidade de transformar o cotidiano em versos profundos e emocionantes. Sua trajetória consolidou-se como referência na cultura popular nordestina, influenciando inúmeros repentistas e fortalecendo a identidade poética do sertão.
“Mais do que uma homenagem, o Tributo a Otacílio Batista é um ato de resistência cultural. Ao celebrar sua história, o evento reforça a importância da valorização do repente e das manifestações populares como patrimônios vivos do povo nordestino”, comentou Fernando Patriota.
